quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Secando ao Sol"


É um Cormorão ou Corvo Marinho de faces brancas (Phalacrocorax carbo), ave de grande porte, de hábitos solitários, ocorre em todos os Continentes, à excepção do Sul Americano, onde habita zonas costeiras, áreas pantanosas e barragens. Mede 90 cm de comprimento e a sua envergadura de asas é de 1,50 m, sua plumagem é bicolor: preta com brilho esverdeado no dorso, asas e parte posterior do pescoço, branca na zona da face, garganta, peito e ventre. Possui um longo pescoço, bico alaranjado e encurvado na ponta, olhos verdes e a região periocular é amarela, o papo verde é uma das características distintivas da sua espécie. Alimenta-se de peixes que pesca em mergulho até 10 m de profundidade mas também consume anfíbios, crustáceos e moluscos. Após cada período de pesca, descansa com as asas abertas ao Sol de modo a secar as penas que não são impermeáveis.
Pertence a uma espécie que não está em vias de extinção mas que começa a estar ameaçada pela poluição e pela degradação do habitat e é um dos 11 000 indivíduos da sua espécie a viver em Portugal.

"Em busca do pequeno almoço ..."


… na foz do Rio Lis, é uma Garça real (Ardea cinerea), uma ave migratória de patas longas e pescoço muito comprido que termina num bico em forma de punhal com que fisga os peixinhos. Possui cabeça e pescoço esbranquiçados com manchas escuras, suas asas e dorso são cinzentos, mede perto de 1 m de comprimento, tem cerca de 2 m de envergadura de asas e pode ultrapassar 1,5 kg de peso. Em voo ou em repouso, é frequente recolher o pescoço em forma de "S". Ocorre em habitats de água doce pouco profunda, com arvoredo nas margens (rios, ribeiros, deltas, estuários, albufeiras, represas, lagoas, arrozais, canais e diques) e está distribuída desde o Norte de África até à Escandinávia. Alimenta-se de peixes, anfíbios, pequenos mamíferos, répteis, insectos, invertebrados e outras pequenas aves e a sua esperança de vida é de 25 anos.

"Recordista"


É um Fuselo ou Chalreta (Limosa lapponica), uma ave limícola da família Scolopacidae, que se reproduz na tundra e costas do Árctico sobretudo no Velho Mundo e que passa os invernos nas costas das regiões temperadas e tropicais do Velho Mundo. É uma ave recordista para o voo mais longo sem paragens bem como da viagem mais longa sem qualquer pausa para alimentação entre todos os animais: 11 570 km ao longo de uma rota do Alasca até à Nova Zelândia.
Uma espécie de pernas relativamente curtas do género Limosa. O seu comprimento total varia entre os 37 a 41 cm, com uma envergadura de asa entre 70 e 80 cm. Os machos são em média mais pequenos que as fêmeas; os machos pesam cerca de 300 g e as fêmeas cerca de 500 g. As aves adultas têm pernas com coloração azul cinza e um bico escuro muito comprido, com uma ligeira curvatura para cima e cor rosa na extremidade. O pescoço, peito e barriga apresentam-se com aparência vermelho tijolo durante a época de acasalamento e brancos no inverno, sendo o dorso pardo.
Distingue-se do Maçarico-de-bico-direito pela sua cauda listada em comparação com a cauda totalmente negra deste e pelas listas brancas que apresenta nas asas.
Migra em bandos para as costas ocidentais da Europa, África e Ásia meridional, Austrália e Nova Zelândia.
Recentemente (2007) um Fuselo tornou-se a ave que efectuou o mais longo voo sem paragens. Utilizando sistemas de posicionamento global, algumas aves foram seguidas desde a Nova Zelândia até ao Mar Amarelo. Segundo o Dr. Clive Minton (Australasian Wader Studies Group) a distância entre os dois locais é de 9 575 km, mas o percurso real efectuado pela ave foi de 11 026 km. Trata-se do mais longo voo sem paragens efectuado por qualquer ave. O voo demorou cerca de nove dias. Pelo menos outros três Fuselos parecem ter atingido o Mar Amarelo em voos sem paragens desde a Nova Zelândia.
Uma fêmea específica deste bando, alcunhada E7, continuou a voar desde o Mar Amarelo até ao Alasca e em 29 de Agosto de 2007 partiu do Alasca em direcção à Nova Zelândia, estabelecendo um novo recorde de voo sem paragens ao percorrer 11 570 km.

Símbolo mundial de fidelidade


Originários da China, são o Papyrus e a Papucha, um casal de Patos da ordem dos anseriformes e da família dos anatídeos, conhecidos como Patos Mandarins e, cientificamente, como Aix galericulata. Seu bico é coberto por uma pele fina e mole, rodeado por pequenas serrinhas que servem de peneira para os alimentos: elas fazem com que a água escorra e a comida fique presa na boca. Em algumas aves, essas serrinhas são tão duras que chegam a cortar alimentos, servindo até de dentes. Como todos os palmípedes, gostam muito de água. Três dos seus dedos são ligados pela membrana natatória e apenas um é livre, o que os ajuda a nadar perfeitamente. Acostumados a dormir em cima d'água, possuem as penas do corpo impermeáveis: nunca ficam molhadas porque a penugem forma uma espécie de couraça e no começo de cauda possuem um óleo que guardam numa glândula. Por isso, a sua resistência à água é ainda maior que a de outras aves em geral. Sabem que são uma das espécies mais bonitas de palmípedes e muito solicitada por criadores de aves ornamentais e são envolvidos por uma linda história de amor tendo ficado conhecidos como símbolo de fidelidade em todo o mundo, pois mesmo que os ponham rodeados de 1000 lindas Patinhas ou Patinhos, apenas querem quem elegeram como conjugue e será assim até que a morte os separe!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

"De olho em mim"


É um Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe), uma ave da família Muscicapidae que frequenta Portugal entre Setembro e Outubro aquando da sua migração. Frequenta terrenos abertos e rochosos com pouca vegetação e como ave terrícola que é, captura a maioria das suas presas no solo voando de um poiso para outro. Alimenta-se, principalmente, de aranhas, centopeias e pequenos moluscos. Abana e movimenta a cauda que é preta e branca num movimento que é característico à família dos Chascos. Acasala na Primavera construindo um ninho em forma de taça, forrado de erva e musgo. Este ninho é colocado em buracos no chão entre pedras e calhaus ou num nicho natural. No ninho são postos de quatro a seis ovos azulados que incubados pela fêmea originarão os juvenis.

"Procurando o pequeno almoço"


É um Pilrito comum (Calidris alpina) ave limícola (do latim limus, significando que vivo no limo, lodo ou lama), de tamanho médio da família Scolopacidae, invernante e migradora, com cerca de 18 cm de comprimento e a sua espécie distribui-se por toda a faixa litoral de Portugal habitando estuários, salinas, terrenos alagados, barragens e arrozais. Como nidificante, distribui-se sobretudo pela Escandinávia, pela Islândia, pela Escócia e pelo norte da Ásia. No Inverno migra para sul, invernando nas zonas costeiras da Europa Central e meridional e também nas costas africanas.
Tem um ritmo que acompanha o ciclo das marés, ou seja, alterna os períodos de repouso – coincidente com a preia-mar com os períodos de alimentação – coincidentes com a baixa-mar.
Seu bico é longo e ligeiramente recurvado e alimenta-se sondando as lamas com o bico ou capturando as presas à superfície da água e aprecia bivalves, insectos, invertebrados, crustáceos, peixes e matéria vegetal.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Será impressão minha?


Manso, divertido, carismático, simpático e curioso, é o Shinzo, membro da família Spheniscidae, um Pinguim do cabo (Spheniscus demersus) e é o único do continente Africano, mas na realidade, a sua espécie não povoa o continente mas sim as Ilhas Dassen e Dyer, perto do Cabo da Boa Esperança. É uma ave marinha não voadora, embora descenda de aves voadoras: adaptou-se à vida aquática, tendo perdido a capacidade de voar, mas é um excelente nadador e mergulhador, como podem constatar na fotografia, mede cerca de 60 cm, pesa 4,500 kg, tem bico robusto e comprido, possui patas curtas e fortes, que por estarem colocadas muito para trás, o fazem assumir uma posição erecta e desengonçada quando está em terra. Em cada pata existem quatro dedos, três dos quais unidos por uma membrana, asas comprimidas em forma de barbatana, sua plumagem é negra no dorso e branca no ventre e colar junto à garganta, possui máscara facial negra e tonalidade rosácea junto aos olhos que estão mais aptos a ver dentro de água, embora consiga ver perfeitamente fora dela. Flutua facilmente graças a grande quantidade de gordura e nada com rapidez, usando apenas as nadadeiras, servindo as patas como leme. Alimenta-se de peixes pelágicos (que se encontram à superfície ou até 120 m de profundidade), crustáceos, moluscos e outros animais marinhos de pequeno porte. Entre os casais de pinguins existe fidelidade e a sua esperança de vida é de 30/35 anos. A sua ESPÉCIE ESTÁ CRITICAMENTE AMEAÇADA pela sobre exploração pesqueira, pelos derrames petrolíferos e pela recolha ilegal de ovos. Durante o século XX, a sua população decresceu 75%.

SERÁ IMPRESSÃO MINHA OU ESTARÃO OS HUMANOS A TORNAR CADA VEZ MAIS DIFÍCIL A COEXISTÊNCIA DE OUTRAS ESPÉCIES?