quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Exuberância


É um excêntrico e exuberante Faisão dourado macho (Chrysolophus pictus) originário do Leste da China e a sua espécie foi, mais tarde, introduzida na Inglaterra. Vive em montanhas e vales com coberto denso arbustivo e de bambu. Na sua espécie existe dimorfismo sexual. Os machos possuem esporões nas patas e um longo penacho amarelo na cabeça; o pescoço é amarelo com as penas marginadas de negro, o manto é verde, o dorso amarelo e o ventre vermelho; as asas são azuis com rémiges brancas e negras; as penas centrais da cauda são extremamente compridas e apresentam manchas redondas de cor bege marginadas de negro; lateralmente exibem penas de cor vermelha. As fêmeas têm plumagem castanha mesclada de tons mais escuros e bandas castanho-escuras na cauda. A cauda é longa e estreita em ambos os sexos, medindo 63 a 79 cm, nos machos, e 34 a 38 cm, nas fêmeas.
Tem hábitos terrestres e sedentários, alimenta-se de folhas, rebentos, flores e invertebrados (aranhas e insectos).
A sua espécie tem estatuto de baixo risco/quase ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). A desflorestação e a caça para alimentação humana, pois são considerados um requinte gastronómico na região, têm contribuído grandemente para a sua diminuição.

A pata da fera


A sua espécie é um valioso troféu para caçadores inescrupulosos. Também os fazendeiros criminosos que só pensam em lucros e os latifundiários gananciosos que queimam a floresta para obterem mais espaço, estão a levar a sua ESPÉCIE À BEIRA DA EXTINÇÃO.
Temida por todos, silenciosa, tenaz, paciente, ágil, arisca, territorial, solitária e muito feroz, é uma Onça pintada fêmea (Panthera onca), mamífero carnívoro com actividade diurna e crepuscular, com 1,60 m de comprimento, 75 cm de altura, 55 cm de cauda e 90 kg de peso. Nativa do Sul dos Estados Unidos da América, Argentina, Amazónia e Pantanal, habita florestas tropicais e margens de rios arborizadas. Seu corpo é robusto e musculoso, cabeça arredondada, patas curtas e musculadas, pelagem amarela acastanhada com pintas negras, é grande saltadora e exímia nadadora, possui mandíbulas fortes e é o único felino que mata as suas presas perfurando o crânio com os caninos. Sua dieta é composta por mamíferos de grande e médio porte, aves, répteis e peixe e a sua esperança de vida, dificilmente ultrapassa os 20 anos

Necrófaga


É a Thuka, um Grifo ou Abutre fulvo fêmea (Gyps fulvus), uma majestosa e imponente ave de rapina diurna com 3 anos de idade, 9 kg de peso e uma envergadura de asas de 2,80 m e encontra-se distribuída por toda a Península Ibérica, Balcãs, Turquia, Noroeste de África e Médio Oriente. É necrófaga pois alimenta-se quase exclusivamente de carne em decomposição de animais mortos (incluindo o Homem) e devido à sua constante presença nos locais de morte, tornou-se símbolo desta aos olhos do Homem. Possui patas fortes e garras aguçadas, bico adunco e relativamente curto que lhe serve como arma de defesa e de ataque e que está adaptado a arrancar pequenos pedaços de carne, sua visão é super apurada, nidifica em escarpas, formando colónias denominadas "muralhas de Grifos", onde habitam, em média, 50 casais e quanto mais avançada for a sua idade, mais exuberante será a sua coroa de penas brancas à volta do pescoço, que é careca para que ao introduzi-lo nas carcaças dos animais mortos, não o suje. A população da sua espécie está em regressão, pelo que já é considerada uma ESPÉCIE VULNERÁVEL

Sempre a rir


Famosa pelo seu grito que mais se assemelha a uma gargalhada e endémica da Austrália, é a Nirvana, uma Cucaburra ou Martim-caçador risonho (Dacelo novaeguineae), o maior membro da família dos Guarda Rios, ave gregária e territorial de 4 anos de idade, 42 cm de comprimento, 600 g de peso, habita florestas de eucaliptos circundadas por rios, terrenos agrícolas, parques e jardins. Possui uma cabeça demasiado grande em relação ao corpo, bico espesso e robusto, plumagem acastanhada com riscas brancas e cauda em tons avermelhados e branca na ponta. Na sua espécie a fêmea é menos colorida, é monogâmica e as crias das ninhadas anteriores ajudam a criar os irmãos mais novos. Procura alimento no solo, em voo ou em águas pouco profundas, alimentando-se de peixes, insectos, anfíbios, lagartos, pequenas serpentes, roedores e crias de outras aves. Comunicam entre elas com frequência, através de vocalizações ruidosas que parecem gargalhadas pelo que o seu nome "Cucaburra" significa, em dialecto aborígene "Ave que ri". É o maior dos Pica peixes, sua esperança de vida é de 15 anos e a sua espécie não está ameaçada de extinção, convivendo, pacificamente com os Humanos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Arma mortífera


É a Morgana, uma Águia das Estepes (Aquila nipalensis), ave de rapina de grande porte, robusta, nativa do Sul do Continente Asiático, África Oriental e Rússia onde habita campos abertos e áridos. Tem 4 anos de idade, 3,900 kg de peso, 80 cm de comprimento e a sua envergadura de asas ultrapassa os 2 m, possui grande acuidade visual, plumagem castanha escura, pescoço espesso e longo, asas bem compridas, garras fortes e poderosas que juntamente com o seu bico curvo, grande e afiado formam uma verdadeira máquina de matar: é com eles que capta e dilacera os alimentos que são roedores, pequenos mamíferos, aves e répteis que caça, elevando-me a grande altitude e que depois de os visualizar, lança-se em voo picado apanhando-os de surpresa. e pode transportar até 3,500 kg de peso, em voo.
A sua expressão é de ferocidade devido aos seus enormes olhos fixos, mas é só aparência, pois é muito tímida e algo medrosa. É monogâmica, procura regiões isoladas para viver e após encontrar marido, leva com ele uma existência solitária até que nasçam os filhotes.

Com penacho


É a Jessica, uma ave estranha da família Falconidae: um Caracará fêmea (Polyborus plancus) com 60 cm de comprimento, 1,30 m de envergadura de asas, 1 kg de peso, face nua amarelada, um penacho na nuca que lhe dá uma forma característica, pernas altas e fortes, garras aguçadas, plumagem axadrezada no corpo e visão apurada com olhos colocados para a frente. Rapinante imponente e elegante, de fisionomia severa, encontra-se distribuído desde a Florida à Terra do Fogo e em todo o Brasil onde habita zonas abertas, anda pelo chão como as Galinhas, mas também sabe voar e alimenta-se de insectos, aranhas, caracóis, escaravelhos, lagartixas, anfíbios, aves domésticas, frutos e grãos. Também não hesita em pilhar ninhos de outras aves para roubar ovos e/ou crias. A invenção do automóvel trouxe grande benefício para os da sua espécie pois conseguem bom suprimento de alimento dos restos de animais atropelados nas rodovias. É um autêntico limpa-estradas!
Na época de reprodução levanta o meu penacho de cor negra e a cor amarelada da sua face muda para vermelho conforme o seu estado de excitação.
A sua espécie não está globalmente ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza) e é relativamente comum na sua área de distribuição. Embora seja perseguida, em algumas zonas, pelos criadores de gado, por ser considerada predadora das crias, tem beneficiado com a expansão das pastagens para o gado.

Estão envergonhadas


Pássaros barulhentos...
Espalhafatosos...
Nem precisam anunciar a sua chegada...
Pois sua exuberante beleza logo desperta a atenção...
Mas estão assim, meios envergonhados, pois foram apanhados aos beijos. Ele, o Monet bem tentou esconder a cara com a pata e ela a Megally, escondeu-se atrás dele. Mas a fotógrafa não desistiu!!!
São um casal de Araras de fronte vermelha (Ara rubrogenys) ainda muito jovens. Apenas 4 anos de idade e encontram-se numa região muito restrita do Centro da Bolívia, na encosta leste da cordilheira andina. Vivem em zonas áridas de montanha com vegetação arbustiva e em desfiladeiros e vales, entre 1100 e 2500 metros de altitude, com árvores de folha caduca e cactos.
Medem 55 cm de comprimento e pesam cerca de 1 kg, sua plumagem é predominantemente verde, mas a fronte e a coroa têm cor vermelha (o que confere o nome vulgar à espécie). Existem ainda manchas vermelhas nas auriculares, nas coxas, na parte superior da dobra das asas (“ombro”) e na parte inferior das asas. As rémiges (penas da extremidade das asas) são azuis. A zona periocular (em torno dos olhos) e a base da mandíbula apresentam cor rosada, com pequenas penas negras, que formam um padrão estriado. As patas são zigodáctilas (temos dois dedos virados para a frente e dois dedos virados para trás) o que nos auxilia na ascensão dos ramos e com os quais seguramos os alimentos.
Alimentam-se das sementes de algumas leguminosas e dos frutos de alguns cactos da nossa área de distribuição, mas as fontes naturais de alimento são, muitas vezes, escassas, pelo que procuram, frequentemente, as plantas de cultivo, como o milho.
A sua espécie está EM PERIGO DE EXTINÇÃO, pois tem sido perseguida pelos agricultores locais por ser considerada uma praga agrícola e ainda mais prejudicada pela destruição do seu habitat (desaparecimento da flora local causado pela exploração agro-pecuária), na sua já muito restrita área de distribuição. A população total em estado selvagem está, actualmente, estimada em menos de 4 000 indivíduos, com tendência a decrescer
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